Antes de morrer devo ainda encontrar uma possibilidade de expressar o essencial que existe dentro de mim e que nunca ainda exprimi, algo que não é nem amor, nem ódio, nem compaixão, nem desprezo, mas que é o hálito quente da própria vida, vindo de longe, que traz para a vida humana a força imensurável, assustadora, admirável, inexorável das coisas sobre-humanas. Bertrand Russel (Filósofo e Matemático inglês, 1872-1970)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ser Poeta - Florbela Espanca
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Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
sem criatividade para títulos...
[Por mim mesma, K.]
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Esperança... simples assim...
[Por mim mesma, K.]
ps.:
terça-feira, 30 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
- René Magritte -
ando meio assim...
O que você pensa sobre os downloads "ilegais" e a indústria fonográfica nos dias de hoje?
Olha, eu penso que é uma questão a ser enfrentada. Ainda existe uma certa confusão em torno do assunto, porque querem, a todo custo, nos empurrar a associação direta entre "downloads" e "pirataria". Por mais que, pensando mais detidamente, nós saibamos que não é a mesma coisa, tendemos a manifestar o mesmo sentimento em torno da idéia, porque é exatamente isso que a grande indústria quer.
A grosso modo, eu costumo comparar com o sistema de e-mail. Seria uma estupidez humana, se depois de todo conhecimento e desenvolvimento empregado no sistema de e-mail, os "grandões" do correio dissessem "Não! Mandar cartas por e-mail é ilegal, vocês têm que usar o sistema físico de correspondência". Deixando de lado as questões de direitos autorais, por hora, é exatamente a mesma coisa.
Eles querem colocar a pasta de dente de volta no tubo. É impossível! Sem contar que é simplesmente ridículo querer privar a humanidade desse recurso fantástico que é o download. Sem nenhum exagero, hoje todos podem ter acesso a tudo! Estamos amarrados por problemas sociais? Sim. Mas a premissa básica é a possibilidade de acesso à qualquer coisa. Seriados, músicas, filmes. Isso é fantástico!!!!
Outra coisa importante é a questão da indústria fonográfica. A indústria em si está falindo, e tem que falir mesmo. Não estamos pregando sustentabilidade? Proteção ao meio ambiente? Então, se a gente tem a possibilidade da mesma produção cultural, porém, sem toda a matéria prima utilizada e o lixo produzido, então meu deus! Que coisa maravilhosa!
É claro que que é uma grande mudança, como tantas outras que a sociedade tem que enfrentar, como tantos paradigmas que foram e que ainda estão por serem superados. É um processo de transição.
Quanto a questão "artística", todo mundo sabe que artista ganha dinheiro com N outras coisas, contratos, shows, etc. E se caso perderem alguma coisa da venda de discos, azar. Agora a humanidade inteira tem que se privar do acesso fácil a cultura, pra que os artistas continuem ganhando o mesmo dinheiro. Eles terão que se adaptar, ora pois!
O mundo muda, e tem que mudar mesmo!
Continuar dizendo que a terra é plana só pra vender os mapas já feitos, não dá né!!!!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Um conto sobre diferenças de gênero...
[Por mim mesma, K.]
terça-feira, 16 de março de 2010
Rembrandt...
Um recente que venho conhecendo é o Rembrandt... é um pintor clássico, mas de uma melancolia e pureza únicas...
O que te inspira?
Acho que a grande e única causa de todos os efeitos é a prática de viver... de sentir... imaginar...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Qual seria o resumo de um livro intitulado "O amor segundo Karina Lopes"?
duas almas absurdamente atormentadas que encontram paz quando unidas pelo desejo e cumplicidade!
e viveram felizes para sempre.
fim.
Você não acha que a quantidade absurda de eventos sinistro que, atualmente, ocorrem - de terremotos e enchentes à violência brutal e decadência humana - são sinais do Apocalipse?! o.O [/conspiracy]
apocalipse como conceito bíblico não, porque acreditar nisso implicaria dar fé ao tal livro...
acredito que o ser humano está sofrendo muitas das conseqüências de seus atos ao longo da história, em relação ao uso do planeta, mas também acredito que o planeta também tenha seus devidos ciclos geológicos e astronômicos...
além disso, temos o aspecto social da coisa, eu enxergo a sociedade como um organismo vivo e auto-regulador... a violência e a decadência seriam frutos desse processo de auto-regulação... (Já leu "O macaco nu"?)
eu posso entender o termo "apocalipse" num sentido mais metafórico, como um processo de transição e transformação...
"A civilização ocidental nem por um segundo vai oscilar à margem do abismo. E não haverá revelações de tempos remotos, nem meias-verdades e adivinhações apresentadas pelos velhos, nem promessas de respostas que de fato não existem e jamais existiram" (Lestat, The Vampire)
sexta-feira, 5 de março de 2010
Hey baby... (sentimentalmente sentimental)
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[Por mim mesma, K.]
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
formspring.me
Qual é a essência do Homem: a guerra? o amor? a esperança? a curiosidade? a fé? o sexo? tudo? nada?
Eu não acredito muito em concepções arbitrárias, então penso que o homem em si, e em vários momentos distintos, é constituído de vários aspectos. Sua essência talvez seja justamente a diversidade que possui... eu vejo no ser humano a guerra, o amor, a esperança, a curiosidade, a fé, o sexo...
Então acho que a resposta é TUDO.
Descansar - Canto dos Malditos na Terra do Nunca
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Ansiedade que não me deixa...
[Por mim mesma, K.]
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
formspring.me
Mais no sentido cultural, creio. Por ex.: ouvir Bach, eruditamente, mas curtir muito Pitty. Coisas assim, sabe? Falando nisso, ouve fado, ainda?
Então... eu não considero nada fora de um padrão simplesmente porque eu realmente não tenho um padrão, mesmo. Sofri algum tempo por isso, queria fazer parte de alguma espécie de fraternidade secreta de qualquer coisa que me desse identidade, hehe. Mas assim, eu ouço Bach, não é meu preferido, gosto mais de Beethoven e Dvorak, e ouço Ill Niño, sem o menor problema. Assim como gosto de MadreDeus...
Assim é muito difícil pra mim falar em padrão. Vitor Ramil x Disturbed. Yann Tiersen x Lacuna Coil. Assim com literatura, leio o Manual do Inquisidor e leio Caio Fernando Abreu. Fritjof Capra a Machado de Assis... Com cinema é a mesma coisa...
Eu tenho horror a engavetamentos, como costumo chamar. As pessoas tem esse hábito, quase reflexivo, de colocar cada coisa dentro de uma gaveta, isso pertence a isso, isso a isso e assim por diante. Pra mim as coisas são dividas em coisas que eu gosto e coisas que eu não gosto. Já foi o tempo em que eu tentava me construir de fora pra dentro...
Quanto ao fado, eu ouço MadreDeus, sou simpática ao fado em geral, mas meu conhecimento é aleatório e parco... mas sem dúvida é uma das músicas mais belas que a humanidade já gerou...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
I know - Fiona Apple
formspring.me
Como você imagina que esteja sua vida em 2020?
Sinceramente não faço idéia, e também não tenho planos ou metas. Mas tenho me aberto para diferentes alternativas, como "universos paralelos". Tenho pensando muito sobre a possibilidade de ser uma solteirona feliz. Nesse universo, eu seria uma pessoa encaminhada profissionalmente, mas que continua estudando, coisas diversas. Então muito provavelmente já estaria cursando uma 2ª faculdade (Letras), teria uma casa simples (talvez a mesmo em que vivo hoje), mas com um extenso bar, uma ampla sala, sem sofá e com muitas almofadas pelo chão, para receber os amigos. Continuaria com minha vida social bem ativa, com muitos amigos e conhecidos, como é hoje. Indo à vários shows, lendo muitas coisas, vendo muitos filmes...
Mas posso muito bem ser uma mulher de família que cuida da casa e dos "filhos", que ama o marido, etc.
Não tenho convicções sobre essas coisas, ou decisões, até porque a vida faz piada delas...
formspring.me
Você acredita em Deus?
Não. Não acredito que exista um ser consciente que determine os acontecimentos, ou mesmo que tenha criado o universo e a vida como os conhecemos. Também não acho interessante denominar quaisquer outras teorias sobre forças que regem o universo, ou alguma lógica cósmica como "Deus", acho errôneo e de mal gosto.
Delicatessen - 1991
Entre outras coisas, olhei esse filme durante o feriadão de carnaval...
Em um futuro apocalíptico, homem chega a um estranho prédio, localizado em cima de um açougue, para procurar abrigo e emprego. Após instalar-se no local, se apaixona pela filha do dono do estabelecimento, mas sua presença começa a incomodar a família da moça - que, na verdade, possui outros e estranhos planos para ele. Primeiro sucesso de Jean-Pierre Jeunet, que anos mais tarde conquistaria o mundo com O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.
Direção: Marc Caro, Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Gilles Adrien, Marc Caro, Jean-Pierre Jeunet
Origem: França
Em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=3234
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Dá o que pensar...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
.FÉ.
[Por mim mesma, K.]
domingo, 7 de fevereiro de 2010
formspring.me
Suponhamos que você ganhasse uma máquina do tempo que permitisse a você uma única viagem para qualquer período da sua vida. Você voltaria para algum momento do passado ou iria para algum período específico do seu futuro? Mudaria algo? Justifique s
Mas eu poderia voltar pro presente depois? Se sim, eu gostaria de ir dar uma espiadinha no meu futuro, tipo lá pelos meus 35 ou 40 anos. Quanto ao passado, existem vários momentos ao longo da vida da gente que são muito importantes no sentido de desenhar os nossos caminhos... a escolha da carreira, a mudança de escola, de cidade, um emprego ou outro... Então eu percebo que muitas das minhas escolhas, se tivessem sido diferentes teriam mudado totalmente a minha vida, e eu, sinceramente, não sei se iria querer uma vida totalmente diferente da que tenho hoje. Considerando também o fato de que pequenas mudanças podem gerar grandes consequências, a teoria do caos. Por isso, acho que também poderia dar uma espiadinha no passado, na minha infância mais especificamente, mas não mudaria nada, a princípio...
formspring.me
Qual é a sua citação de filme favorita?
Olha, eu poderia escrever páginas e páginas de citações, até porque amo cinema, mas aqui vão algumas que me marcaram muito de uma forma ou de outra...
"Os anuncios nos fazem comprar carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar as porcarias que nao precisamos. Somos uma geração sem peso na história, cara. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Grande Guerra. Nem uma Grande Depressão. Nossa Grande Guerra é a guerra espiritual... nossa Grande Depressão é nossas vidas. Todos nós fomos criados vendo televisão para acreditar que um dia seríamos milionários, e deuses do cinema, e estrelas do rock. Mas nós não somos. Aos poucos vamos tomando consciência disso. E estamos muito, muito revoltados." (Clube da luta, 1999)
"Escolha uma vida. Escolha um emprego.Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão grande, máquina de lavar, carros, CD player, abridor de lata elétrico.Escolha saúde, colesterol baixo, seguro dentário. Escolha prestações fixas para pagar. Escolha uma casa. Ter amigos. Escolha roupas e acessórios. Escolha um terno do melhor tecido. Se masturbar domingo de manhã pensando na vida. Sentar no sofá e ficar vendo televisão. Comer um monte de porcarias. Escolha uma família e se envergonhar dos filhos egoístas, que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha um futuro. Escolha uma vida. Por que eu iria querer isto?" (Trainspotting, 1996)
"Envergonhado, o Diabo parou e sentiu que a bondade era terrível." (The Crow, 1994)
E não podia deixar de citar o Último Discurso do Carlitos....
"- Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
- Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!." (O grande ditador, 1940)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
formspring.me
Que música você está escutando hoje?
Quase que obsessivamente - She brings me love do Bad Company...
mas também guardei espaço pra Kansas e Asia...
formspring.me
Você acredita em sincronicidade? Ou acha que tudo no mundo é por acaso?
Eu acredito sim. Ou, melhor, prefiro acreditar. Não gosto da idéia de que as coisas não estão em sintonia. Sem contar que a verdadeira beleza da vida, pra mim, são esses pequenos detalhes que ligam nós e nossas experiências numa teia infinita de possibilidades...
é, parece utopia, eu sei... mas, como disse, prefiro acreditar...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Bastardos Inglórios, 2009
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Apologize - OneRepublic
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Munuments & Melodies - Incubus
grifei algumas frases marcantes...
façam um favor a si mesmos e ouçam-na...
And my eyes are on fire
You make me happy
When will I see you again?
No vaco...
mas há algo de irresistivelmente sedutor em nossas vidas... mesmo que não sejamos ninguém além de nós mesmos... mesmo que não sejamos ninguém para esse mundo sem eira nem beira...
e as convicções avulsas e rasas já não nos satisfazem mais... uma competição de egos e gracinhas... sorrisos aguados... olhares vazios...
é tudo mais nítido, ou mais perturbado?
tudo que sabemos é que queremos viver, sentir os vários aromas, sentir as diversas colorações da vida, colecionar as cicatrizes invisíveis... esmiuçar a vida em cada gota... em cada sentimento... e perceber que isso é tudo que todos levarão desse lugar estranho...
[Por mim mesma, K.]
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Aos homens, com carinho...
[Por mim mesma, K.]
sábado, 9 de janeiro de 2010
Fases...
[Por mim mesma, K.]
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Coragem
É passar na roleta do ônibus, às 9 da manhã, bêbado, com aquela cara de poucos amigos e depois enfrentar os vizinhos voltando da missa de domingo...
puta merda...
[Por mim mesma, K.]
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Os degraus - Mario Quintana
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
mais algumas reticências...
E eu te respondo que não sei
E justamente o não sei é o que há comigo
Uma evasiva eterna de mim mesmo
Pensando se existe esse tal de “mim mesmo”
O que isso quer dizer afinal?
Mim mesmo... Mim mesmo... ???
Não consigo me comprometer com nenhum dos de mim
Quiçá com outras pessoas ou coisas...
Um dia ainda acho esse tal de “mim mesmo”
e tenho uma conversa séria com ele.
[Por mim mesma, K.]
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
.O caso do sem alma.
[Por mim mesma, K.]
sábado, 24 de outubro de 2009
Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me. The smiths.
sábado, 10 de outubro de 2009
Trocando em miúdos. Chico Buarque
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Ninguém é de ninguém
[Por mim mesma, K.]
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Teologia/1 - Eduardo Galeano
O catecismo me ensinou, na infância, a fazer o bem por interesse e não fazer o mal por medo. Deus me oferecia castigos e recompensas, me ameaçava com o inferno e me prometia o céu; e eu temia e acreditava.
Passaram-se os anos. Eu já não temo nem creio. E, em todo caso – penso – se mereço ser assado cozido no caldeirão do inferno, condenado ao fogo lento e eterno, que assim seja. Assim me salvarei do purgatório, que está cheio de horríveis turistas da classe média; e no final das contas, se fará justiça.
Sinceramente: merecer, mereço. Nunca matei ninguém, é verdade, mas por falta de coragem ou de tempo, e não por falta de querer. Não vou à missa aos domingos, nem nos dias de guarda. Cobicei quase todas as mulheres de meus próximos, exceto as feias, e assim violei, pelo menos em intenção, a propriedade privada que Deus pessoalmente sacramentou nas tábuas de Moisés: Não cobiçarás a mulher de teu próximo nem seu touro, nem seu asno... E como se fosse pouco, com premeditação e deslealdade cometi o ato do amor sem o nobre propósito de reproduzir a mão-de-obra. Sei muito bem que o pecado carnal não é bem visto no céu; mas desconfio que Deus condena o que ignora.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
E se...
terça-feira, 28 de julho de 2009
Lugar comum...
[Por mim mesma, K.]
terça-feira, 2 de junho de 2009
Aquele dos vampiros...
[Por mim mesma, K.]
quinta-feira, 7 de maio de 2009
- A casa das palavras - Eduardo Galeano
Recordar: do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração.
[Por mim mesma, K.]
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Uma pitada de Manoelito para alegrar um momento meu.
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Escrever nem uma coisa Nem outra -
A fim de dizer todas
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.
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Palavras feias!
[Por mim mesma, K.]
sexta-feira, 3 de abril de 2009
.cotidiano ladrão.
[Por mim mesma, K.]
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Livro aberto - Vitor Ramil
Esse livro aberto como alegoria
O abajur perdido em sua luz
Essa água quieta desejando a sede
O controle girando no ar
A TV remota em sua fantasia
Uma alegria que não vai passar
Se você vier
Esse teto frágil sustentando a lua
Esse livro aberto como uma saída
O tapete e seu plano de vôo
O lençol revolto antecipando o gozo
Essa velha casa de coral
Essa concha muda que o meu sonho habita
A paixão invicta que não vai passar
Se você vier
Esse rádio doido de olhos valvulados
Esse livro aberto como uma sangria
Esse poema novo sem papel
O papel que cabe aos meus sapatos rotos
O meu rosto que o espelho não vê
A janela imóvel em seu desatino
Esse meu destino que não vai passar
Se você vier
Esse quarto agindo à minha revelia
Esse livro aberto como uma indecência
O desejo é um naco de pão
A ilusão exposta em tanto desalinho
Uma tecla insiste em bater
No relógio o tempo é uma saudade tensa
E essa cama imensa que não vai passar
Se você vier
Ps.: Simplesmente lindo!
segue link para ouvir a belíssima canção... que escute-se também "Invento"...
http://www.myspace.com/vitorramil
.
quarta-feira, 11 de março de 2009
.A morte passou por mim.
e nada sei sobre seu significado e posteriores.
Me reservo a jovem,
arrogante e inconsciente esperança,
de que a cura para tal se há de inventar,
antes mesmo de eu lá chegar.
Mas há que se inventar, porém,
e mais importante,
a cura para as tantas e sem fim
necedades humanas.
...
[Por mim mesma, K.]
Tolices de um naufrágio...
Mas pergunta há que não se deva realizar.
Eu me pergunto então por quê?
O porque do viver a si e aos outros a enganar.
Percebo, todavia, que isso não há de mudar.
Me aprofundo numa fresta reluzente,
E me vislumbro, de repente,
em um outro lado que não este.
Me vejo agora junto a fugitivos,
condenados todos por um mesmo crime.
Pronto! Estou cá,
deste ponto já não há como voltar.
.
[Por mim mesma, K.]
terça-feira, 10 de março de 2009
Como o ano, no Brasil, começa em março... lá vai...
Carlos Drummond de Andrade
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
.
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
terça-feira, 3 de março de 2009
Por uma memória educativa.
É claro que minha vida escolar não foi só alegria, entretanto, acredito que esse sentimento relacionado à escola só começou a mudar nas minhas pré-adolescência e adolescência, quando um turbilhão de coisas se passa conosco. Até então você adora ir para a aula, ver seus “coleguinhas”, brincar no recreio, fazer novos e importantes aprendizados.
O que me lembro, até a 5ª série, é de vínculos mais profundos com as professoras, uma relação de respeito mais forte, como se realmente elas fossem quase que uma referência maternal, e eram. Admiração, observação e dedicação marcaram esse meu período escolar. Eu gostava de estudar, gostava de ir bem nas aulas, e também de ajudar os colegas com dificuldade. Algo que me marcou deveras, era uma espécie de sentimento solidário que eu tinha, porque o ambiente de certa forma era egoísta. Cada um tinha suas coisas, com seus nomes e etc. Comigo não era diferente, mas via muitos coleguinhas que não emprestavam nada dizendo que suas mães haviam os orientado para tal, e eu achava muito estranho isso, e sempre acabava emprestando minhas coisas, porque afinal também achava natural que eu pudesse pedir algo emprestado, um lápis de uma cor diferente, uma régua quando havia esquecido a minha em casa. Esse aspecto, de qualquer forma, me marcou bastante.
Também havia uma sensação de segregação, como durante toda a vida escolar, na verdade. Sempre havia aqueles colegas mais humildes ou simples, muitas vezes com problemas em casa. As professoras muitas vezes se envolviam para tentar ajudar, mas em meio à turma esses colegas eram sempre rechaçados de alguma forma. Não falavam com eles da mesma maneira, não emprestavam coisas, não havia, em suma, um espírito de cooperação. Sinto que essa situação vinha das coisas que os colegas aprendiam em casa e nada tinham a ver com o que a professora ensinava em sala de aula. Eram marcas que as crianças traziam de seus pais. E uma coisa corrente era que esses colegas que sofriam preconceitos sempre paravam de estudar ao longo do ano, e isso, como já disse, se estendeu, durante toda minha vida escolar.
Recordo-me que na 2ª série, a professora, Márcia, nos colocava de castigo em pé, virados para a parede, até o fim da aula, mas não me lembro exatamente dos motivos. Muitas vezes eu fiquei, mas não consigo me lembrar das coisas que teria feito para tal.
Depois da 5º série, as coisas mudaram um bocado. Seja pela efervescência que nos traz a idade, ou seja pela mudança da vida escolar. Além de trocar de escola, a rotina escolar também mudou radicalmente, e a partir daí eu tinha não apenas um professor, mas vários, e matérias novas, estranhas, e só conseguia associar isso tudo ao fator da mudança de idade. Agora somos grandes, podemos usar canetas, podemos usar cadernos grandes, e temos até professores homens. Tinha provas mais “raladas”, riscos mais críticos de repetir de ano.
Com a diversificação das matérias, vieram os professores que nada entendiam delas. Lembro-me bem que matérias como artes, religião, ou até mesmo as mais tradicionais, eram dadas muitas vezes por professores que não haviam estudado para isso. E assim, era uma baita enrolação. Os professores ficavam tão colados aos livros didáticos, que as provas eram perguntas, que já havíamos estudado, e das quais as respostas eram parágrafos prontos, completos dos livros, nada mais. Era um mecanismo de decorar bem simples. E tenho pra mim, que devido a isso pouca coisa me lembro dos conteúdos da escola. Não fosse assim, não haveria necessidade de cursinho pré-vestibular não é mesmo? Ao menos nos casos em que os candidatos recém saíram da escola. Não deveríamos estar aptos em tais conhecimentos? Não é isso que ficamos estudando durante 11 ou 12 anos? Sinto falta de ter entendido as coisas, exercitado a minha interpretação. No caso das guerras históricas, por exemplo, nós não entendíamos o porquê, apenas tínhamos que decorar os países de cada lado, as datas, os nomes, as causas, e tudo ficava vazio e virava nada numa frase decorada.
Quanto à sociabilidade na escola, as coisas também mudaram. Formaram-se as “panelas”, os grupos. E você precisava ter um grupo! Do contrário você era um estranho! Eu comecei a ter dificuldade nesse aspecto. Primeiro porque trocava muito de colégio devido à situação instável dos meus pais, segundo porque simplesmente adolescentes são cruéis. Acabei amadurecendo muito precocemente, e achava tudo aquilo uma chatice. Procurando outras coisas com as quais me preocupar não tinha os mesmos assuntos que as colegas, não sabia falar sobre roupas, namoricos. Minhas roupas eram diferentes e não me importava com o quanto tinham custado, e isso no segundo grau é fundamental, porque não interessa o que você escreve no seu caderno, importa que caderno você tem. Não escutava as mesmas músicas, não ia aos mesmos lugares, não tinha os mesmos pensamentos. Isso eu creio que me atrapalhou um pouco, não porque eu não fosse tolerante com essas diferenças, mas porque os outros não o eram. De qualquer forma não foi o fim do mundo. Mas isso acabou afetando minha relação com a escola, o significado dela na minha vida. É impossível você não a associar com toda essa situação.
No segundo grau tive um professor que me marcou muito, professor Gerson Severo, de história, não por acaso. Até então pensava em fazer jornalismo ou história na faculdade, foi então que me decidi por história. Tinha uma relação ótima com este professor, não só em relação aos conteúdos, mas em geral, e ele curtia rock’n roll!!! Identificava-me muito com ele, foi realmente uma referência para mim. Lembro de um dia em que ele chegou no grupo em que eu estava e disse o seguinte: “Gente, é simples, quanto maior o envolvimento, maior o conhecimento, quanto menor o envolvimento, menor o conhecimento”. Aquilo ficou gravado na minha cabeça desde então.
Posso dizer que sempre fui muito bem na escola, exceto no último ano do segundo grau, no qual tive uma crise por não saber o que esperar da vida. Não tinha condições de pagar uma faculdade depois que terminasse, então, passado tanto tempo no colégio, não conseguia entender a vida sem ele nela. Pensava “e daí”? O que vai ser? Acabei reprovando em Literatura, quase uma piada. Não por ir mal, mas por simplesmente não ir à aula, pois em certo tempo eu estava decidida a realmente reprovar, para continuar na escola. Caindo em mim, acabei passando no provão do verão.
Mesmo tendo um bom histórico escolar, em termos de notas, entendo que isso não quer dizer nada, posto o que já aludi anteriormente, sobre não entendermos realmente sobre o que estamos aprendendo, e por que estamos. Há alguma coisa tremendamente errada na educação, talvez uma questão de cultura. Nossa cultura não valoriza realmente o conhecimento. Valoriza sim, o estudo, o “status” que esse proporciona e o que isso significa em termos econômicos na vida de uma pessoa. Penso até hoje sobre porque eu aprendi “fórmula de báskara”, eu nem mesmo aprendi a aplicá-la numa situação real. Essa é a questão.
Acho que é essa pode ser considerada uma breve narrativa da minha vida e sentimento escolares. Gostaria que algumas coisas tivessem sido diferentes, mas quem não o quer? Contudo, pretendo tomar como base minhas experiências para uma prática docente da qual eu teria me orgulhado de ter tido, e através da qual eu possa contribuir com a o crescimento e desenvolvimento reais da sociedade. Espero ter êxito e felicidade neste caminho.
[Por mim mesma, K.]




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