.
.
.
Antes de morrer devo ainda encontrar uma possibilidade de expressar o essencial que existe dentro de mim e que nunca ainda exprimi, algo que não é nem amor, nem ódio, nem compaixão, nem desprezo, mas que é o hálito quente da própria vida, vindo de longe, que traz para a vida humana a força imensurável, assustadora, admirável, inexorável das coisas sobre-humanas. Bertrand Russel (Filósofo e Matemático inglês, 1872-1970)
Eu vejo que o ser humano em geral, tem a mania de inventar entidades onde possa descarregar toda a culpa sobre tudo. Assim foi com o Diabo, assim foi com o “sistema”, o “capitalismo”, etc. E assim, evidentemente, me refiro ao tal de “individualismo”, que na verdade é uma ausência total de coletividade, uma indiferença ao próximo, uma “ruindade” incipiente do homem. Ou seja, a maldade e perversidade do ser humano. Eu posso dizer que sou individualista, na medida em que não gosto de depender de ninguém, na medida em que não quero dividir todas as minhas coisas, gosto de ter minhas coisas, meu canto, meus segredos. Então não vou ser hipócrita e gritar: abaixo ao individualismo! Mas eu tenho um senso de coletividade muito forte, nas pequenas coisas, naquelas que realmente importam, do dia-a-dia. Eu penso no meu próximo, quando ando na rua. Quando leio rápido um livro pra devolver logo pra que outra pessoa possa ler, quando dou meus livros (BONS) pra biblioteca pública municipal pra que outras pessoas possam ter acesso a eles. Quando respeito o pensamento das outras pessoas, quando não as julgo pela roupa ou aparência, quando percebo que a vida é mais do que o simples agora, do que o efêmero tempo de minha geração. Isso está na minha esfera de possibilidade. Eu não sou uma pessoa de grandes atos heróicos, que quer salvar a humanidade. Principalmente porque ela não quer ser salva. Eu não sou essa pessoa, e nem serei pra meramente seguir uma tendência. Respeito muito quem se dedica a isso, mas isso não é pra mim. O que não quer dizer que não me importe, que seja uma desalmada egoísta. Esse tipo de maldade é o pior de todos, fazer o “bem” pra criticar quem não o faz, ou pra jogar na cara de todos que o faz, ou ainda pior, pra comprar sua entrada no céu. Enfim, acho que desvirtuei a resposta, mas era isso que tinha pra dizer no momento. ¬¬
Nossa! Lembro de já ter falado sobre isso pessoalmente contigo. Buenas, bora lá. Antes de tudo, e muito importante, eu acredito, hoje mais do que nunca, que nossas definições sobre o que é a vida são muito dinâmicas, mutáveis e particulares. Elas têm muito mais a ver com os conhecimentos e as experiências que agregamos ao logo de nossos caminhos pessoais do que com qualquer verdade absoluta. Então eu posso dizer que qualquer que seja o meu discorrer sobre o assunto nesse momento, ele vai estar impregnado do que eu sou agora, quase como um reflexo no meu estágio evolutivo. Mas enfim, hoje, para mim, a vida é uma oportunidade de crescimento pessoal, espiritual e humano. Pra MIM, é como EU quero aproveitá-la.
Lembrei-me de um trecho da Rice que, apesar de ingênuo, reflete MUITO meu estado de ânimo sobre o assunto atualmente.
- Só existe um propósito na vida: dar testemunho de e compreender o máximo possível a complexidade do mundo – sua beleza, seus mistérios, seus enigmas. Quanto mais você compreende, quanto mais você olha, mais você aproveita a vida e mais você se sente em paz. É simples assim. Todo o resto são prazeres e jogos. Se uma atividade não tiver como base “amar” ou “aprender”, ela não tem valor. [RICE, 1996]
analisando sob uma ótica de nível de conhecimento humano acerca dos limites naturais da vida e, assim, considerando que não sabemos muito sobre de onde viemos e nem sobre pra onde vamos, creio que é a segunda opção...
Bah, essa pergunta não exatamente simples, mas enfim...
Acho que o mais efetivo é vivermos nós, no nosso cotidiano da maneira mais humana e coletiva possível, nos enxergarmos, cada um de nós, como parte de um todo. E isso eu digo nos mínimos detalhes: não atropelar as pessoas ao entrar ou sair do trem, não bater nas pessoas na rua, respeitar o outro, a vida em si. Princípios básicos de humanidade e coletividade.
É no que acredito, e é o que está ao meu alcance, como pessoa. Conforme vamos deixando a responsabilidade para grandes atos heróicos, cada vez mais a esfera de mudança se distancia de nós.
Olha, eu acredito que o ser humano é complexo demais para reduzir tudo a bem e mal... Maquiavel escreveu há quase 500 anos atrás, escreveu com base numa realidade diversa. Ele mesmo diz que atitudes tidas como "más" podem se mostrar boas em relação a "bons" resultados na administração e manutenção de uma ordem...
em relação aos homens recuarem apenas pela força da lei, penso que realmente não funciona assim, vivemos hoje uma crise que encarna justamente o contrário disso... a lei já não consegue coibir problemas sociais e psicológicos seríssimos... então, não concordo...
mas enfim, sem querer discorrer em mais construções teóricas pseudo analíticas, eu acredito que a vida seja muito mais colorida do que a simples dicotomia entre bem e mal... ou que a natureza do ser humano é essa, ou aquela... existem muitas nuances e situações a serem consideradas...
blá, blá...
Olha, eu penso que é uma questão a ser enfrentada. Ainda existe uma certa confusão em torno do assunto, porque querem, a todo custo, nos empurrar a associação direta entre "downloads" e "pirataria". Por mais que, pensando mais detidamente, nós saibamos que não é a mesma coisa, tendemos a manifestar o mesmo sentimento em torno da idéia, porque é exatamente isso que a grande indústria quer.
A grosso modo, eu costumo comparar com o sistema de e-mail. Seria uma estupidez humana, se depois de todo conhecimento e desenvolvimento empregado no sistema de e-mail, os "grandões" do correio dissessem "Não! Mandar cartas por e-mail é ilegal, vocês têm que usar o sistema físico de correspondência". Deixando de lado as questões de direitos autorais, por hora, é exatamente a mesma coisa.
Eles querem colocar a pasta de dente de volta no tubo. É impossível! Sem contar que é simplesmente ridículo querer privar a humanidade desse recurso fantástico que é o download. Sem nenhum exagero, hoje todos podem ter acesso a tudo! Estamos amarrados por problemas sociais? Sim. Mas a premissa básica é a possibilidade de acesso à qualquer coisa. Seriados, músicas, filmes. Isso é fantástico!!!!
Outra coisa importante é a questão da indústria fonográfica. A indústria em si está falindo, e tem que falir mesmo. Não estamos pregando sustentabilidade? Proteção ao meio ambiente? Então, se a gente tem a possibilidade da mesma produção cultural, porém, sem toda a matéria prima utilizada e o lixo produzido, então meu deus! Que coisa maravilhosa!
É claro que que é uma grande mudança, como tantas outras que a sociedade tem que enfrentar, como tantos paradigmas que foram e que ainda estão por serem superados. É um processo de transição.
Quanto a questão "artística", todo mundo sabe que artista ganha dinheiro com N outras coisas, contratos, shows, etc. E se caso perderem alguma coisa da venda de discos, azar. Agora a humanidade inteira tem que se privar do acesso fácil a cultura, pra que os artistas continuem ganhando o mesmo dinheiro. Eles terão que se adaptar, ora pois!
O mundo muda, e tem que mudar mesmo!
Continuar dizendo que a terra é plana só pra vender os mapas já feitos, não dá né!!!!
Acho que a grande e única causa de todos os efeitos é a prática de viver... de sentir... imaginar...
duas almas absurdamente atormentadas que encontram paz quando unidas pelo desejo e cumplicidade!
e viveram felizes para sempre.
fim.
apocalipse como conceito bíblico não, porque acreditar nisso implicaria dar fé ao tal livro...
acredito que o ser humano está sofrendo muitas das conseqüências de seus atos ao longo da história, em relação ao uso do planeta, mas também acredito que o planeta também tenha seus devidos ciclos geológicos e astronômicos...
além disso, temos o aspecto social da coisa, eu enxergo a sociedade como um organismo vivo e auto-regulador... a violência e a decadência seriam frutos desse processo de auto-regulação... (Já leu "O macaco nu"?)
eu posso entender o termo "apocalipse" num sentido mais metafórico, como um processo de transição e transformação...
"A civilização ocidental nem por um segundo vai oscilar à margem do abismo. E não haverá revelações de tempos remotos, nem meias-verdades e adivinhações apresentadas pelos velhos, nem promessas de respostas que de fato não existem e jamais existiram" (Lestat, The Vampire)
Qual é a essência do Homem: a guerra? o amor? a esperança? a curiosidade? a fé? o sexo? tudo? nada?
Eu não acredito muito em concepções arbitrárias, então penso que o homem em si, e em vários momentos distintos, é constituído de vários aspectos. Sua essência talvez seja justamente a diversidade que possui... eu vejo no ser humano a guerra, o amor, a esperança, a curiosidade, a fé, o sexo...
Então acho que a resposta é TUDO.
Mais no sentido cultural, creio. Por ex.: ouvir Bach, eruditamente, mas curtir muito Pitty. Coisas assim, sabe? Falando nisso, ouve fado, ainda?
Então... eu não considero nada fora de um padrão simplesmente porque eu realmente não tenho um padrão, mesmo. Sofri algum tempo por isso, queria fazer parte de alguma espécie de fraternidade secreta de qualquer coisa que me desse identidade, hehe. Mas assim, eu ouço Bach, não é meu preferido, gosto mais de Beethoven e Dvorak, e ouço Ill Niño, sem o menor problema. Assim como gosto de MadreDeus...
Assim é muito difícil pra mim falar em padrão. Vitor Ramil x Disturbed. Yann Tiersen x Lacuna Coil. Assim com literatura, leio o Manual do Inquisidor e leio Caio Fernando Abreu. Fritjof Capra a Machado de Assis... Com cinema é a mesma coisa...
Eu tenho horror a engavetamentos, como costumo chamar. As pessoas tem esse hábito, quase reflexivo, de colocar cada coisa dentro de uma gaveta, isso pertence a isso, isso a isso e assim por diante. Pra mim as coisas são dividas em coisas que eu gosto e coisas que eu não gosto. Já foi o tempo em que eu tentava me construir de fora pra dentro...
Quanto ao fado, eu ouço MadreDeus, sou simpática ao fado em geral, mas meu conhecimento é aleatório e parco... mas sem dúvida é uma das músicas mais belas que a humanidade já gerou...
Como você imagina que esteja sua vida em 2020?
Sinceramente não faço idéia, e também não tenho planos ou metas. Mas tenho me aberto para diferentes alternativas, como "universos paralelos". Tenho pensando muito sobre a possibilidade de ser uma solteirona feliz. Nesse universo, eu seria uma pessoa encaminhada profissionalmente, mas que continua estudando, coisas diversas. Então muito provavelmente já estaria cursando uma 2ª faculdade (Letras), teria uma casa simples (talvez a mesmo em que vivo hoje), mas com um extenso bar, uma ampla sala, sem sofá e com muitas almofadas pelo chão, para receber os amigos. Continuaria com minha vida social bem ativa, com muitos amigos e conhecidos, como é hoje. Indo à vários shows, lendo muitas coisas, vendo muitos filmes...
Mas posso muito bem ser uma mulher de família que cuida da casa e dos "filhos", que ama o marido, etc.
Não tenho convicções sobre essas coisas, ou decisões, até porque a vida faz piada delas...
Você acredita em Deus?
Não. Não acredito que exista um ser consciente que determine os acontecimentos, ou mesmo que tenha criado o universo e a vida como os conhecemos. Também não acho interessante denominar quaisquer outras teorias sobre forças que regem o universo, ou alguma lógica cósmica como "Deus", acho errôneo e de mal gosto.