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Antes de morrer devo ainda encontrar uma possibilidade de expressar o essencial que existe dentro de mim e que nunca ainda exprimi, algo que não é nem amor, nem ódio, nem compaixão, nem desprezo, mas que é o hálito quente da própria vida, vindo de longe, que traz para a vida humana a força imensurável, assustadora, admirável, inexorável das coisas sobre-humanas. Bertrand Russel (Filósofo e Matemático inglês, 1872-1970)
The Way I Choose
Bad Company
I live my life the way that i choose
Eu vivo a minha vida do jeito que eu escolho
I'm satisfied nothing to lose
Eu estou satisfeito, nada a perder
I dont ask no favor i dont know the reason why
Eu não peço favor, eu não sei o por quê
If i dont ask no questions i dont get no lies
Se eu não faço perguntas eu não tenho mentiras
Now you give your love tenderly
Agora você dá seu amor ternamente
Every way that you move is closer to me
Todo os seus movimentos lhe aproximam de mim
I dont need nobody to tell me the reason why
Eu não preciso de ninguém para me dizer o por quê
If i love only you baby
Se eu amo somente você baby
I'll be satisfied
Eu estarei satisfeito
Baby answer my questions
Baby, responda minhas perguntas
If you want say hello
Se você quer dizer olá
Baby dont say goodbye
Baby, não diga adeus
[Tradução livre por mim mesma, K.]
Eu vejo que o ser humano em geral, tem a mania de inventar entidades onde possa descarregar toda a culpa sobre tudo. Assim foi com o Diabo, assim foi com o “sistema”, o “capitalismo”, etc. E assim, evidentemente, me refiro ao tal de “individualismo”, que na verdade é uma ausência total de coletividade, uma indiferença ao próximo, uma “ruindade” incipiente do homem. Ou seja, a maldade e perversidade do ser humano. Eu posso dizer que sou individualista, na medida em que não gosto de depender de ninguém, na medida em que não quero dividir todas as minhas coisas, gosto de ter minhas coisas, meu canto, meus segredos. Então não vou ser hipócrita e gritar: abaixo ao individualismo! Mas eu tenho um senso de coletividade muito forte, nas pequenas coisas, naquelas que realmente importam, do dia-a-dia. Eu penso no meu próximo, quando ando na rua. Quando leio rápido um livro pra devolver logo pra que outra pessoa possa ler, quando dou meus livros (BONS) pra biblioteca pública municipal pra que outras pessoas possam ter acesso a eles. Quando respeito o pensamento das outras pessoas, quando não as julgo pela roupa ou aparência, quando percebo que a vida é mais do que o simples agora, do que o efêmero tempo de minha geração. Isso está na minha esfera de possibilidade. Eu não sou uma pessoa de grandes atos heróicos, que quer salvar a humanidade. Principalmente porque ela não quer ser salva. Eu não sou essa pessoa, e nem serei pra meramente seguir uma tendência. Respeito muito quem se dedica a isso, mas isso não é pra mim. O que não quer dizer que não me importe, que seja uma desalmada egoísta. Esse tipo de maldade é o pior de todos, fazer o “bem” pra criticar quem não o faz, ou pra jogar na cara de todos que o faz, ou ainda pior, pra comprar sua entrada no céu. Enfim, acho que desvirtuei a resposta, mas era isso que tinha pra dizer no momento. ¬¬
Nossa! Lembro de já ter falado sobre isso pessoalmente contigo. Buenas, bora lá. Antes de tudo, e muito importante, eu acredito, hoje mais do que nunca, que nossas definições sobre o que é a vida são muito dinâmicas, mutáveis e particulares. Elas têm muito mais a ver com os conhecimentos e as experiências que agregamos ao logo de nossos caminhos pessoais do que com qualquer verdade absoluta. Então eu posso dizer que qualquer que seja o meu discorrer sobre o assunto nesse momento, ele vai estar impregnado do que eu sou agora, quase como um reflexo no meu estágio evolutivo. Mas enfim, hoje, para mim, a vida é uma oportunidade de crescimento pessoal, espiritual e humano. Pra MIM, é como EU quero aproveitá-la.
Lembrei-me de um trecho da Rice que, apesar de ingênuo, reflete MUITO meu estado de ânimo sobre o assunto atualmente.
- Só existe um propósito na vida: dar testemunho de e compreender o máximo possível a complexidade do mundo – sua beleza, seus mistérios, seus enigmas. Quanto mais você compreende, quanto mais você olha, mais você aproveita a vida e mais você se sente em paz. É simples assim. Todo o resto são prazeres e jogos. Se uma atividade não tiver como base “amar” ou “aprender”, ela não tem valor. [RICE, 1996]